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Canvas: O quadro de modelo que ajuda a enxergar o negócio.

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Caro empreendedor ou futuro empresário, às vezes entender como um negócio funciona não é uma tarefa fácil. Principalmente quando a empresa ainda não está em atividade e nós não temos as respostas de como serão as operações. Entenda que ter dificuldade com isso não é demérito e nem vergonha para ninguém, está ligado a limitações do próprio cérebro humano. Para nos ajudar com isso existe uma forma resumir as ideias principais do funcionamento de uma empresa em uma tela ou documento único, de fácil visualização, conhecido como Modelo Canvas.

Este modelo é como se fosse um “esqueleto” de uma receita, onde fica fácil entender como uma empresa vai gerar valor, de que forma vai se apresentar para o mercado, de onde virão os seus recursos, com quem é importante estabelecer contato, como vai ganhar e no que vai gastar seu dinheiro. Perceba que na cabeça de qualquer pessoa todas essas informações ficam embaralhadas, e se isso estiver numa página única e organizada, a vida fica muito mais fácil.

Mas agora você deve estar pensando como isso é possível, certo? Beleza, porque é justamente o que vamos apresentar aqui. Só que antes convidamos vocês a darem uma olhada geral no que é o Modelo Canvas, caso você ainda não conheça. No link abaixo você pode fazer o download de uma versão redesenhada por nós, é só clicar e baixar:

VEJA E USE ESTE MODELO!

Agora que você já está familiarizado com o desenho, vamos a um detalhamento de cada quadro e, por conseguinte, cada título do modelo de negócios Canvas (ou Business Model Canvas, no idioma original). Eles são 9 e, não por acaso, no centro está a Proposta de Valor. Se você não entendeu o que isso e nem os outros subtítulos significam não têm problema, acompanhe as seguintes explicações:

Proposta de valor: O que será entregue as pessoas?

Tudo começa pelo final, parece ambíguo, mas é assim mesmo. Aqui temos que citar o que a empresa vai entregar de fato, a atividade fim, qual problema dos clientes ou do mundo ela vai resolver. As pessoas mais práticas vão dizer que esse tópico é muito filosófico, mas, mesmo assim, é importante fazê-lo, já que provavelmente dele sai a resposta de uma importante pergunta: Por que os clientes devem escolher a minha empresa e não as outras?

Atividades: O que será feito para entregar o valor?

Neste tópico o objetivo é discorrer sobre o que a empresa vai fazer para entregar o que se propõe, o que é ou será executado no dia-a-dia e o que não pode faltar entre as rotinas. Também traduzido como atividades-chaves, no caso de um empreendimento complexo com várias frentes de atuação, aqui pode estar somente os mais importantes e indispensáveis.

Recursos: O que será necessário para entregar o valor?

Aqui é o local para relacionar tudo que tem que ser adquirido, contratado e recrutado. Quando se fala de recursos, podemos pensar em dois tipos, os de capital e os de conhecimento. Mas que “bichos” são esses? Entende-se recursos de capital como coisas compráveis, onde o dinheiro faz toda a diferença. Está mais associado a coisas físicas e tangíveis como máquinas, equipamentos, prédios e fundos financeiros. Já os recursos de conhecimento são as pessoas, as informações, as experiências e as condições de negociação necessárias.

Parceiros: Quem vai fornecer o que é necessário?

Ninguém vive sozinho, todas as empresas, bem como todas as pessoas, necessitam de interações e da ajuda de alguém. Por isso, nesse espaço devemos colocar com quem é importante fazer aliança para que o nosso negócio funcione de maneira adequada. Alguns exemplos são os fornecedores de produtos e serviços, contador, advogado, provedores de sistemas de gestão (softwares), transportadores e outros.

Seguimentos de clientes: Quem precisa de nós?

Depois de já ter definido o que será feito, como e por quem, devemos nos preocupar exatamente com quem precisa disso. Uma boa propagação das atividades do negócio só pode ser feita a partir de uma excelente definição do público alvo. Nessa parte do modelo de negócios a tarefa é essa, responder com exatidão quem compra o produto ou serviço oferecido por nós? Parece fácil, mas experimente fazer para ver o quanto você vai se deparar com surpresas.

Canais: Como os clientes vão nos encontrar?

Sabendo para quem vender, devemos entender como chegaremos nessa cliente. Quais são os canais mais apropriados para propagar os benefícios desse nosso negócio? Como vamos encontrar quem está disposto em acreditar na nossa empresa? Assim que encontrarmos as respostas para essas perguntas essa etapa está concluída.  

Relacionamento: Como os clientes vão seguir conosco?

Beleza, o cliente foi encontrado, foi conquistado e comprou. Mas ele vai seguir comprando? O que vamos fazer como empresa para que este tão suado apreciador volte a nos agraciar com a sua preferência? Um negócio não se torna longevo e duradouro sem o retorno das pessoas, sem a indicação e a fidelização, por isso é importante pensar nisso.

Estrutura de custos: Quanto custará?

Agora está perto do fim e precisamos falar de dinheiro. Neste ponto devemos citar quais são os custos envolvidos, o que está projetado ser gasto, qual serão os valores a serem pagos mensalmente e quanto do valor da venda fica comprometido com o que será comprado para que ela exista. Uma empresa é um meio de transformação de entradas em saídas, parece uma lógica, mas é justamente essa transição que deve agregar valor às partes envolvidas. Se a principal atividade do negócio é venda produto, as matérias-primas, as mercadorias para revenda e/ou o custo de produção devem ser representados. Se é serviço, o tempo da pessoa que o executa é o objeto do número. Essa é uma etapa um pouco mais complexa, mas não menos importante, não desista dela.

Fontes de receita: De onde virá o dinheiro?

Por fim, quanto vamos receber de dinheiro pelas vendas realizadas por essa empresa? De onde virá esse dinheiro? De que forma e em qual quantidade ele virá? É importante ressaltar que aqui é o momento da reflexão de se o negócio “cabe” no mercado. Se os valores que projetamos cobrar estão de acordo com o que o público está disposto a pagar e se a proporção da venda é suficiente para manter a empresa de pé. Constituir um preço de vende é algo bem mais elaborado do que o que será preenchido nesse tópico, mas ele vale para uma reflexão nesse sentido.

Uma dica final:

Existem várias formas de confeccionar e construir o Modelo Canvas, mas a mais aceita é uma na qual imprimimos o documento em tamanho grande e colamos folhinhas de papel colorido autoadesivo (post-its) com os tópicos escritos. Nada impede de que essa prática seja feita no computador ou numa folha de papel menor a lápis ou canetinhas. Enfim, o que importa é que o modelo seja realizado, que a atenção sobre todos seja dada e que o seu planejamento fique mais amplo e qualificado.

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